Resíduos hospitalares: como fazer o Plano de Gerenciamento de Resíduos

Sua empresa possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde? Veja mais!

Parte importante no processo de gestão de resíduos hospitalares, o Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde é obrigatório dentro das empresas no segmento de saúde.

Chamado de PGRSS, este planejamento engloba todas as etapas do gerenciamento de resíduos, incluindo a coleta, o tratamento e o descarte do lixo hospitalar. Seu objetivo é eliminar as substâncias nocivas de forma adequada e enviar os resíduos para a correta destinação final.

Vale destacar que só cerca de 60% de todo o lixo infectante recebe o tratamento apropriado e é eliminado corretamente

Neste sentido, as instituições de saúde, como hospitais, laboratórios, clínicas e até veterinárias, entre outras empresas que geram resíduos, como estúdios de tatuagem, devem atuar de forma eficiente com os resíduos hospitalares.

Afinal, este é um serviço essencial para garantir a saúde e a segurança de todos os envolvidos no processo de descarte de resíduos hospitalares, assim como é possível evitar a contaminação do meio ambiente, seja do solo ou da água com esse lixo infectado.

Quais legislações englobam os resíduos hospitalares?

O gerenciamento de resíduos hospitalares e demais materiais descartados por estabelecimentos de saúde deve seguir as normas da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), por meio da resolução RDC nº 306/04, e do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), por intermédio da resolução n° 358/05.

Ambas as legislações são focadas em garantir o gerenciamento apropriado em todos os processos, incluindo o tratamento. Para isso, as normas estipulam a obrigatoriedade de elaboração e execução do Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde.

Com este plano em mãos, a instituição consegue criar um procedimento operacional padrão para lidar com todos os descartes de materiais e lixo hospitalar, englobando os responsáveis e os prazos para a realização dos serviços.

Vale destacar que as organizações que não cumprirem com as legislações correm o risco das sanções previstas na Lei nº 6.437/77. Esta lei federal trata das infrações sanitárias e determina as penalidades, que podem variar de multas até a interdição do local.

Para fiscalizar o atendimento aos requisitos da legislação, os fiscais da agência reguladora visitam periodicamente as instituições.

Leia também: Gerenciamento de resíduos hospitalares: conheça as principais boas práticas

Como funcionam os processos da gestão de resíduos hospitalares

Antes de falar mais detalhadamente do PGRSS, é importante que os gestores e profissionais envolvidos neste processo tenham uma visão completa de como funciona o gerenciamento.

Em primeiro lugar, é preciso que todos conheçam e saibam identificar as classes a que pertencem cada tipo de resíduo. No total, são 5 grupos divididos em resíduos infectantes, químicos, radioativos, comuns e perfurocortantes. A partir daí, já são usados protocolos diferentes para o manuseio, tratamento e destinação de cada um.

Outro aspecto relevante é entender qual a sequência de etapas na gestão de resíduos, desde a sua produção até seu descarte derradeiro. 

Tais passos envolvem segregação ou separação dos itens, acondicionamento em sacos ou recipientes, identificação dos materiais, transporte interno, tratamento, armazenamento, coleta, transporte externo e disposição final.

Leia também: Entenda a diferença de esterilização, limpeza e desinfecção de ambientes

Conheça o Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde

Agora, vamos abordar exclusivamente o Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde (PGRSS). 

Trata-se de um documento sobre as ações direcionadas ao manuseio dos resíduos hospitalares, considerando suas características e aspectos. Assim, é possível definir o conjunto de procedimentos e práticas de segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, tratamento e disposição.

Seu principal objetivo é garantir a proteção à saúde e ao meio ambiente. Mas você deve estar se perguntando quem deve desenvolver este plano? Na verdade, é de responsabilidade das instituições da área da saúde a sua elaboração.

Neste caso, todas as empresas que oferecem serviços de atendimento à saúde humana e animal são classificadas como geradoras de resíduos de saúde. Logo, devem criar o plano. 

Vale lembrar, como mencionamos anteriormente, que a não elaboração está sujeita a multas e autuações. Até porque o plano pode ser fiscalizado e exigido por órgãos de saúde.

Como elaborar o plano de gestão de resíduos hospitalares

Para o desenvolvimento do PGRSS de forma eficiente, os gestores devem ficar atentos a algumas normas da ABNT para servir como base para o documento, como por exemplo:

  • Símbolo de risco e manuseio para o transporte e armazenamento de material;
  • Terminologia de transporte de resíduos perigosos;
  • Preenchimento da ficha de emergência para transporte de resíduos perigosos;
  • Terminologia dos resíduos de serviço de saúde;
  • Classificação dos sacos plásticos para o acondicionamento;
  • Coleta dos resíduos de serviço de saúde;
  • Coletores para os resíduos de serviço de saúde perfurocortantes e cortantes.

Além disso, é importante seguir um passo a passo para a elaboração completa. Confira:

  1. Diagnóstico de resíduos de acordo com os 5 grupos que já listamos.
  2. Práticas adotadas pelas empresas com relação à geração, separação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e descarte, assim como as medidas de proteção à saúde pública e ao meio ambiente.
  3. Rotinas de higienização e limpeza hospitalar, além dos processos de prevenção de saúde do trabalhador, como uso de EPIs, capacitação etc.
  4. Ações preventivas e corretivas, tanto para evitar problemas como para lidar com situações de gerenciamento incorreto ou acidentes.
  5. Monitoramento e avaliação do plano de forma periódica, usando indicadores como taxa de acidentes, geração de resíduos, proporção por grupo, reciclagem e outros.
  6. Descrição dos programas de treinamento para manuseio e gerenciamento correto dos resíduos hospitalares.

Saiba mais: Gerenciamento de resíduos hospitalares: como evitar erros no processo

Conte com apoio especializado

Para realizar o gerenciamento adequado dos resíduos hospitalares, com a separação e o descarte, é fundamental contar com uma empresa confiável, especializada e com conhecimento no assunto.

Com mais de 20 anos de experiência, a Resolv atua no mercado de Facilities (higienização e desinfecção de ambientes), Segurança (proteção inteligente) e Alimentação (restaurantes corporativos). 

Para o segmento hospitalar, temos uma solução personalizada de desinfecção e gestão de resíduos. Assim, é possível assegurar um ambiente saudável, higienizado e seguro em tempo integral. 

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