Gerenciamento de resíduos hospitalares: conheça as principais boas práticas

Sua instituição de saúde faz o gerenciamento de resíduos hospitalares corretamente?

Pode parecer simples fazer o gerenciamento de resíduos hospitalares, mas esta atividade exige diversos processos cuidadosos. Afinal, os materiais descartados são potencialmente infectantes, representam riscos e, por isso, não podem ser colocados como lixo comum. 

Então, só com o gerenciamento adequado, é possível evitar que os lixos e materiais jogados fora não gerem riscos de contaminação e acidentes e nem sejam agentes transmissores de doenças.

Logo, os hospitais, clínicas, laboratórios e demais instituições da área de saúde devem ter cuidados especiais com os resíduos gerados. O que envolve todo o processo de manuseio e descarte, como separação, acondicionamento, transporte interno, armazenamento, tratamento, coleta, transporte externo e disposição final.

Para entender melhor como funciona o gerenciamento de resíduos hospitalares, vamos explicar a importância, os tipos mais comuns, as principais regras para coleta e apresentar dicas para realizar o processo.

Qual a importância do gerenciamento de resíduos hospitalares?

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 150 mil toneladas de resíduos são produzidos diariamente. Desse total, entre 1% e 3% são provenientes de materiais de unidades de saúde.

Vale destacar que o resíduo hospitalar é gerado a partir de qualquer atendimento médico a pacientes, como exames, tratamentos ou coleta de sangue. No entanto, um dado preocupante da Revista da Federação Brasileira de Hospitais mostra que só 60% de todo o lixo hospitalar recebe o tratamento recomendado.

Neste contexto, o gerenciamento dos resíduos tem como objetivo promover todo o tratamento adequado e cumprir as normas estabelecidas. Dessa forma, é possível proteger a saúde dos profissionais que são expostos ou manuseiam esses materiais, bem como impedir que tais insumos prejudiquem o meio ambiente.

Inclusive, para estar em conformidade com os protocolos de segurança, as instituições de saúde precisam conhecer as principais regras impostas, como:

  • A Anvisa orienta sobre o tratamento do lixo hospitalar nos  serviços de saúde da origem até o destino final.
  • O Conselho Nacional do Ambiente (Conama) possui a Resolução nº 358/05, que também aborda o tratamento e a disposição final dos resíduos.
  • O Ministério da Economia conta com a NR-32 que dispõe sobre as responsabilidades de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde em relação aos resíduos.
  • As normas da ABNT, como as NBRs 12.807, 12.808, 12.809, 12.810 e 13.853, apresentam os tipos de resíduos e estabelecem a destinação deles. 

As regulamentações e orientações de ambos os órgãos devem ser seguidas sob o risco de sanções.

Leia também: Como funciona a limpeza de hospitais em tempos de pandemia

Riscos do gerenciamento incorreto de resíduos

A coleta, o tratamento ou o descarte incorreto dos resíduos hospitalares pode trazer consequências. Veja os 3 principais riscos:

Saúde humana: o lixo hospitalar contém agentes biológicos potencialmente contaminantes e materiais perfurocortantes. Assim, se o manuseio não for feito da maneira adequada, os trabalhadores envolvidos nos processos podem pegar doenças ou sofrer cortes.

Ambientais: alguns resíduos provenientes de laboratórios e unidades de terapia intensiva podem ter produtos químicos. Caso seja descartado de modo indevido, é possível que entre em contato com o solo ou a água dos rios e prejudique os ecossistemas e a qualidade da água.

Multas: as sanções para o não cumprimento de legislação da Anvisa variam de multas até a interdição do estabelecimento. Isso pode afetar seriamente a imagem da instituição junto ao público.

Quais os tipos de resíduos hospitalares?

Para fazer o gerenciamento de resíduos hospitalares de forma correta, é preciso identificar os tipos de materiais e lixos gerados. Eles são separados em cinco grupos. Vamos lá conhecê-los!

Grupo A - são os resíduos potencialmente infectantes que contêm presença de agentes biológicos e apresentem risco de infecção, como bolsas de sangue contaminado.

Grupo B - os resíduos químicos são substâncias com características inflamáveis, corrosivas, reativas e/ou tóxicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, como reagentes para laboratório e substâncias de revelação de Raio-X.

Grupo C - os rejeitos radioativos são aqueles com radioatividade acima do padrão e que não podem ser usados novamente, como os exames de medicina nuclear.

Grupo D - trata-se dos resíduos comuns, o que envolve qualquer lixo hospitalar sem contaminação ou sem potencial de provocar acidentes, como gesso, luvas, gazes e outros.

Grupo E - os materiais perfurocortantes são os objetos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas, entre outros.

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Principais regras para o gerenciamento de resíduos hospitalares

Agora que já conhecemos os tipos de materiais, vamos ver um passo a passo de como fazer a coleta e o gerenciamento de resíduos:

  1. Segregação: trata da separação dos resíduos na hora e local de geração, conforme as características e os riscos.
  2. Acondicionamento: envolve a embalagem dos resíduos em sacos ou recipientes impermeáveis, evitando vazamentos e rupturas, respeitando o limite de peso.

    3. Identificação: é responsável por fazer o reconhecimento dos materiais contidos nos sacos, com informações sobre o conteúdo e o risco para o manuseio correto, usando símbolos, cores e frases de perigo.

    4. Transporte interno: engloba o deslocamento dos resíduos do ponto de geração até o local de armazenamento para a coleta. O transporte deve ser feito conforme o grupo e os funcionários devem usar os equipamentos de proteção adequados.

    5. Tratamento: esta etapa responde pela descontaminação dos resíduos no local de armazenamento, seja por desinfecção ou esterilização, com o objetivo de eliminar os agentes nocivos.

    6. Armazenamento: garante a retenção e o depósito dos materiais em seus devidos sacos e recipientes descontaminados até a etapa de coleta.

    7. Coleta: com técnicas para preservação das condições dos resíduos e que garantem a integridade das pessoas e do meio ambiente, remove os materiais do armazenamento.

    8. Disposição final: este processo responde pela disposição de resíduos no solo preparado para recebê-los, atendendo a critérios técnicos e com licenciamento ambiental.

Boas práticas para realizar o descarte de resíduos

Além de compreender as etapas para gerenciamento de resíduos hospitalares, separamos também dicas para otimizar o processo.

Conhecer os resíduos: antes de mais nada, os profissionais responsáveis devem conhecer profundamente a natureza dos materiais e lixos produzidos pela instituição de saúde, os classificando de acordo com seus grupos.

Ser meticuloso em todo o processo: as etapas de tratamento e gerenciamento de resíduos devem ser realizadas com muito critério, cuidado e detalhismo para que os materiais tenham o manejo e encaminhamento seguros.

Selecionar o tratamento adequado: como vimos, o tratamento empregado está ligado às características de cada grupo de resíduos e é fundamental para o sucesso do processo. Por exemplo, os produtos químicos do grupo B devem ser incinerados.

Elaborar o PGRS: toda instituição geradora de resíduos hospitalares deve ter o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, com as metodologias usadas para tratamento, armazenamento, coleta, transporte e destinação final. Assim, é possível melhorar o controle dos processos. A Anvisa disponibiliza um manual para orientar a elaboração do documento.

Contar com um parceiro: é importante ter uma empresa especializada, confiável e alinhada às boas práticas de coleta de resíduos e higienização hospitalar.

Como fica a gestão de resíduos hospitalares com a pandemia?

Além de todas as questões, riscos, grupos de classificação e passo a passo para realização do controle de resíduos, também é importante lembrar que estamos em tempos de pandemia do coronavírus. Logo, algumas adaptações e cuidados extras devem ser adotados.

Afinal, com a Covid-19, houve um crescimento na quantidade de materiais hospitalares gerados e descartados, sendo principalmente luvas, máscaras e outros resíduos que podem estar infectados com o vírus. Esse tipo de lixo tem sido produzido por clínicas, laboratórios, hospitais e também pelas residências.

Logo, é fundamental garantir que os resíduos infectados não se misturem com o lixo comum, tendo o manejo e o descarte corretos, a fim de evitar o risco de uma maior disseminação do coronavírus. 

A própria Organização das Nações Unidas, por meio do Programa para o Meio Ambiente, ressaltou a importância da gestão adequada dos resíduos para combater a doença.

Ou seja, o gerenciamento de resíduos hospitalares é um processo obrigatório e que se acentua ainda mais durante essa pandemia. Por isso, devem ser tomadas todas as ações apropriadas desde a etapa de separação, identificação, transporte e tratamento até o armazenamento, coleta e disposição final. 

Como são classificados os resíduos do coronavírus

Para que todos os processos acima sejam feitos de forma eficiente, é preciso conhecer melhor o nosso resíduo contaminado. Vamos lá! O lixo proveniente de objetos com coronavírus é considerado do grupo A, contendo risco biológico e presença de agente biológico que pode apresentar risco de infecção.

Com isso, esses resíduos devem ser colocados em sacos lacrados para isolar o material e com identificação de símbolo de substância infectante. Assim, é possível manter uma proteção e evitar a contaminação.

Na etapa de tratamento, tais resíduos devem passar por procedimentos para redução da carga microbiana. Na sequência, eles são enviados para aterros sanitários ou locais licenciados para disposição final.

O Centro Regional para a Ásia e o Pacífico da Convenção da Basileia também traz documentos com outras orientações para a gestão dos resíduos com coronavírus.

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