Gerenciamento de resíduos hospitalares: como evitar erros no processo

O gerenciamento de resíduos hospitalares envolve muitas etapas e processos.

Responsável pelo manuseio e tratamento adequado do lixo gerado nas instituições de saúde, o gerenciamento de resíduos hospitalares precisa cumprir com todas as normas vigentes para a realização do processo corretamente. O que engloba desde a coleta e separação do item até a destinação final.

No Brasil, os resíduos hospitalares foram sempre tratados da mesma maneira que o lixo domiciliar e público. Isso ocorreu até 2004, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em conjunto com o Conselho Nacional do Meio Ambiente, definiram a Resolução Anvisa nº 306/2004 e a Resolução Conama nº 358/2005.

Estas normas abrangem o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde. Nelas, foram estabelecidos as classificações, competências, regras, responsabilidades e procedimentos para o gerenciamento adequado.

Entre os principais pontos, vale destacar que:

  • Todo gerador de resíduos em serviços de saúde é responsável pelo correto gerenciamento de resíduos;
  • É dever do gerador elaborar e disponibilizar um plano de gerenciamento de resíduos hospitalares. Este plano deve ficar disponível para consulta das autoridades sanitárias e ambientais, dos próprios funcionários, pacientes e do público que estiver interessado.

Situação atual do tratamento e gerenciamento do lixo hospitalar

No entanto, embora as regras estejam em vigor e existam os riscos de contaminação e acidentes com lixo e materiais jogados fora de modo desordenado, muitas instituições de saúde ainda não cumprem com o gerenciamento apropriado. E até mesmo as cidades não realizam a disposição final corretamente.

De acordo com pesquisa do IBGE, aproximadamente 4 mil toneladas de resíduos são produzidos pelos serviços de saúde a cada dia nas cidades brasileiras. Além disso, pelo menos, 20% do total é formado por materiais patogênicos, que podem transmitir doenças, resíduos químicos com potencial tóxico e radioativos. 

Ainda segundo outros dados do instituto, cerca de 20% dos municípios brasileiros depositam o lixo hospitalar usado sem nenhum tipo de tratamento em lixões e aterros sanitários.

Assim, estima-se que a estrutura deficiente de tratamento e a falta de fiscalização resultaram em pelo menos 35 mil toneladas de lixo hospitalar despejados em locais indevidos.

Classificações e etapas no gerenciamento de resíduos hospitalares

Vale destacar que, apesar dessas práticas irregulares de instituições e municípios, ainda é possível se adaptar e fazer o controle adequado do lixo hospitalar. 

Em primeiro lugar, é fundamental saber que existem 5 grupos de resíduos hospitalares, que devem ser considerados para o gerenciamento de resíduos, como potencialmente infectantes, químicos, radioativos, comuns e materiais perfurocortantes.

Outro ponto bastante importante é que o serviço de saúde em questão deve seguir um passo a passo para ter um controle eficiente. As principais etapas são segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, tratamento, armazenamento, coleta e disposição final.

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Principais erros no gerenciamento e descarte de resíduos

Depois de saber as informações básicas sobre o gerenciamento de resíduos hospitalares, os responsáveis por estes processos devem se atentar aos erros que podem ser cometidos no descarte, causando perigos de acidentes e até prejuízos para o serviço de saúde. Vamos lá!

1. Desconhecer a classificação 

Vimos acima como funciona a classificação dos lixos hospitalares. Portanto, para o descarte, é importante separar e identificar cada tipo de resíduo e de acordo com o estado, seja líquido, sólido, semi-sólido, entre outros. 

Isso facilita a segregação dos materiais em perigosos ou não, a acomodação em espaços adequados, como por exemplo, caixas especialmente projetadas para os perfurocortantes, e a destinação para o local correto.

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2. Não saber as leis vigentes

Ao não ter conhecimento das legislações, a instituição pode cometer erros e falhas nos procedimentos de coleta e descarte, assim como não elaborar o plano de gerenciamento de resíduos. Como resultado, além de causar problemas para a saúde das pessoas, é possível ser sancionada com multas pelos órgãos competentes.

3. Falta de equipamento para manuseio

Para manusear os resíduos, separá-los e tratá-los, os profissionais devem contar com equipamentos de proteção individual (EPIs). Assim, é possível garantir a proteção de todas as áreas do corpo dos funcionários que possam ter contato com os materiais e evitar que os trabalhadores tenham riscos de contaminação e acidentes.

4. Não dar a destinação correta

Imagine só despejar bolsas de sangue contaminado em um aterro. Ele pode ir parar na mão de pessoas, infectar a terra ou se locomover até um rio. Este é o risco de não dar a destinação correta de materiais potencialmente infectantes, aumentando impactos ambientes e contaminando pessoas e animais.

5. Não mensurar a quantidade de lixo gerado, o tipo e o risco

Se o seu serviço de saúde não sabe tudo o que é gerado de resíduo hospitalar em um dia ou um mês, por exemplo, fica difícil dimensionar uma equipe para fazer todos os processos de separação até a destinação final. Além disso, também não é possível estabelecer um cronograma de retiradas dos materiais, horários para coleta e tratamento.

6. Não contar com uma empresa especializada 

Ficou claro que são muitos os cuidados que as instituições de saúde devem ter no gerenciamento de resíduos hospitalares. Por isso, para evitar sobrecarregar a gestão com esta preocupação, é possível contratar uma empresa especializada no assunto.

O parceiro terceirizado conta com profissionais qualificados e bem treinados, conhecimento completo dos processos de gestão de resíduos, equipamentos de segurança apropriados, experiência em atender todas as legislações vigentes e os órgãos reguladores. Tudo para promover o acondicionamento, transporte e destinação ideal a todo o lixo gerado.

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